Aquarismo Acessível: Episódio 04 - Tipos de Filtragem!

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Will: Fala galera do "meu Kinguio morreu de velho com dois anos”, sendo que o peixe vive até vinte, aqui é o Will!


Rodrigo: Aqui é o Rodrigo, hoje nós vamos falar sobre a diferença e os tipos de filtros que existem para aquário.


Will: Desde as placas biológicas de antigamente até o mais high tech dos canisters.


Rodrigo: Hoje vamos explicar quais são as diferenças e o que fica melhor no teu aquário.


Will: Vamos começar pelas famosas placas de fundo.


Rodrigo: Eu peguei a “finaleira” da placa que não era nem um plástico montado, depois ela ficou mais high tech.


Will: Era quase um lego, né?


Rodrigo: Era quase um lego, eu peguei antes quando fazia com tubo de pvc cortado e aí tu fazia furos nele.


Will: Isso é antes da placa biológica, placa de pvc...


Rodrigo: Bah, isso aí é antes, isso é do dinossauro.


Will: A gambiarra é antiga então…


Rodrigo: Acho q a primeira gambiarra foi o vidro né?


(Risos)


Rodrigo: A placa veio de antes, tem um motivo pelo qual não se usa mais, se ela fosse tão boa e eficiente ela ainda persistiria. Não se encontra em lojas de aquarismo mais isso.


Will: Infelizmente, se encontram pessoas que ainda utilizam.


Rodrigo: Aquele pessoal que era um aquarista antigamente e agora está voltando, aquele pessoal que nunca teve problema com o aquário mas foi comprar mais peixes porque os dele morreram... Tem gente que não consegue absorver coisas novas. Mas, por que a placa não funciona? Porque a placa não filtra nada, ela acumula.


Will: Na verdade ela faz uma bomba de amônia na base do teu aquário.


Rodrigo: Exatamente, ela vai acumular todo aquele lodo embaixo do cascalho, onde só tem uma bomba submersa para movimentar a água, não para filtrar. Nós só colocamos nessa lista porque o pessoal falava que ela era um filtro.


Will: Basicamente foi um início.


Rodrigo: Mas se tu pôr num dicionário a definição de filtro, vai dizer que é tudo o que retira algo da água, que vai barrar substâncias e partículas.


Will: Se fosse colocar entre prós e contras, ela basicamente foi um pró, já que foi um início.


Rodrigo: Ela foi o que começou a fazer o aquarismo na verdade.


Will: Foi onde tu conseguiu oxigenar a água para conseguir manter o peixe vivo, foge muito do aquário bolinha pro meu Kinguio.


Rodrigo: Começou a entrar a tecnologia no aquário, né, do tempo que só tinha o aquário, vidro e água.


Will: Que tinha que trocar a água todos os dias.


Rodrigo: Então começou a ter uma duração do peixe, sem trocar a água, foi o início, temos que respeitar ela por isso, mas não usamos mais.


Will: A tecnologia avançou mais, depois da placa biológica nos vamos direto pro FBM, o filtro biológico modular.


Rodrigo: O FBM teve pouca gente que usou, os antigos podem lembrar da placa mas não lembrar do FBM, ele não foi tão difundido assim porque logo após a vinda deles apareceram os hang ons. Quando a importação foi facilitada, foram uns vinte anos isso, vieram os hang ons de fora.


Will: O FBM era basicamente um filtro interno com bandejas, um compartimento de cannister dentro do teu aquário e ocupava um espaço grande.


Rodrigo: Exatamente, tinham FBMs grandes que ocupam um terço do aquário, era um trambolho.


Will: Tinha mais filtro do que peixe, né?


Rodrigo: Por incrível que pareça, dependendo da mídia que se colocava dentro, eles podiam ser funcionais. O problema é que era um trambolho gigante dentro do aquário.


Will: Precisaria de um aquário maior para fazer uma filtragem decente e ter espaço.


Rodrigo: Já tive clientes que tinham FBM dentro do aquário porque não tinham outra opção. Tinham Matrix, Purigen e faziam manutenção direitinho, de certa maneira funcionava.


Will: Ele foi funcional até quando foi descoberto que aquela matéria orgânica em contato direto com a tua coluna d'água não era benéfica para peixes.


Rodrigo: Mas, aí já é o filtro interno bruto.


Will: Nisso pulou do FBM pro filtro interno.


Rodrigo: O filtro interno que era só com esponja.


Will: Nós rotulamos ele como filtro interno porque ele tem uma esponja que vai fazer a pré filtragem, tirar excesso de matéria orgânica, ração e dejetos de peixes, mas o correto seria um filtro auxiliar.


Rodrigo: Tu não pode dizer que vai ser o filtro dele, ele é secundário, um filtro tem que ter as três funções: mecânica, química e biologia. Já o filtro interno só tem mecânica e se possuir alguma outra, é tão pouco e tão nulo que é algo irrisório.


Will: Depois que a tecnologia evoluiu, começaram os hang ons. Que até hoje são filtros ótimos, dependendo da marca, é claro.


Rodrigo: Os hang ons entraram juntos com outros filtros no Brasil.


Will: Até por uma importação atrasada, não tinha aquele comércio alto ou um patamar de aquaristas.


Rodrigo: Então quando chegou tudo junto, a única coisa que diferenciava de um aquário que usava hang on para um que usa canister, era a litragem. Um pouco ainda é assim, não vai usar um canister grande em um aquário pequeno, não é uma opção financeiramente viável sendo que tu pode botar um hang on de boa qualidade alternado as mídias. Qual a diferença para você que está em dúvida? Filtro, sempre usa hang on ou canister.


Will: Filtro externo.


Rodrigo: Isso, hang on, canister ou sump. Esses são os três que fazem as três filtragens e eles são externos, o que providencia uma manutenção mais rápida e fácil.


Will: Menos estressante para fauna também!


Rodrigo: Exatamente, se não vai ter um trambolho dentro do aquário, tu consegue ter o aquário mais limpo. São filtros que tem diferenças, o canister, por exemplo, potencializa muito mais a mídia, porque ela obriga a água a passar por dentro da mídia. Tu pega uma hidrodinâmica simples, a água vai passar sempre pelo lugar mais fácil. Will: Por isso um dos grandes motivos do porquê um canister caseiro não tem nem um quinto da eficácia que um canister industrializado tem.


Rodrigo: Nós não vamos botar nessa lista gambiarra de casa.


Will: ...mas as placas de pvc foram gambiarra...


Rodrigo: Ah, mas quando não existia essas tecnologias ainda, uma diferença é tu fazer uma gambiarra quando não existe outra opção.


Will: E hoje existe uma gama enorme de opções e isso ainda está aí, isso que é bizarro, esse é o real aquarismo bizarro.


Rodrigo: Tem gente que persiste.


Will: Tem que estar no sangue.


Rodrigo: É o cara que compra cartãozinho para usar orelhão na rua, né? Mas voltando para os filtros industrializados, que você compra na loja, tem garantia e que tu pode voltar na loja e dizer que não funciona, que isso não deu certo; Porque aquela coisinha q tu encontra na internet, se matar todos os peixes de vocês, se estraçalhar com tudo e acabar com a fauna, tu vai cobrar do cara?


Will: Agora eu vou perguntar pra ti, Rodrigo, sump não é uma gambiarra?


Rodrigo: Não, sump não é uma gambiarra, porque mesmo ele sendo feito por nós, ele é uma técnica de filtragem. É algo que pode potencializar a tua filtragem, tanto que o sump é usado para aquários marinhos por ser uma necessidade. Gambiarra é tu encher de vidro o sump, por quebra pra cá de água e virar um parque de diversão aquilo lá.


Will: E se eu encher de telha?


Rodrigo: Se tu encher de telha, tu tem que mandar email para Brasilit que tem um departamento de aquários.


Will: Tão distribuindo telha de barro para midia biológica.


(Risos)


Rodrigo: Se fosse tão bom, a Brasilit tinha divisão de aquarismo. A questão é assim, a diferença principal entre o hang on e o canister é a litragem. Hang on Oceantech, Atman, Eheim, são marcas que dá para confiar. Não pega o que diz em caixa se for chinês, se diz que é para cem litros, aquilo é meramente ilustrativo, é o exemplo do Uno que tem 180km no velocímetro. Escolha um hang on para um aquário de até 150L, aí a gente tem um outro departamento que são ou Tidal da seachem, uma nova tecnologia, eles são hang ons com tecnologia de canister, ele filtra de baixo para cima, potencializando a mídia. Ele tem vários artefatos dentro dele, te avisa quando precisa fazer manutenção...


Will: Ele é incrível. Os Tida,l pra quem está começando, não precisa de mais nada.


Rodrigo: Produto que tem cinco anos de garantia.


Will: Isso é difícil, existiam também os Whispers da Tetra.


Rodrigo: Eram filtros muito bons. Assim, hang on, os comuns até 100-120L, os Tidal pode jogar o que diz na caixa e tem de até 400L, claro que não vai ser somente o filtro que vai segurando um aquario de 400 litros, não é botar o filtro lá e achar que está perfeito. Não é porque ali no filtro diz que tem 100L e nesse 100L tu ter sete carpas, que ele vá funcionar, aí não adianta culpar o filtro… Posso botar canister com litragem menor? Pode, só controlar o fluxo de água.

Canister nós temos hoje no mercado para aquário de até 1200 litros, a nova geração da Eheim.


Will: Os Professionals.


Rodrigo: São filtros que vão filtrar muito, que vão potencializar mais a mídia e são muito bons, a regra do hang on tbm serve pro canister. Filtro chinês muito menos litragem do que diz em caixa, o Fluval faz litragem em caixa mas tem uma diferença, ele é mais mecânico, mais pra partículas, ele tem bandejas menores. Já o Eheim é muito mais biológico.


Will: Uma coisa importante é a vazão de canisters e hang ons. Não adianta usar a regra de 5x a litragem do seu aquário se aquela potência vai lavar sua mídia, passar numa velocidade absurda e não fazer o trabalho dela, se você comprou 20L de Matrix, botou no canister e ainda tem amônia, dependendo da vazão as mídias talvez não vão ter nem velocidade para poder filtrar.


Rodrigo: Isso acontece muito no sump, do pessoal achar que vai fazer um sump pra colocar 20L de mídia e vai ser o melhor filtro, o mais perfeito. Mas, não, porque não existe potencialização da mídia. Tu cria um sump e se esse desenho não for extremamente perfeito, a água vai passar pelas mídias e não vai filtrar. Tanto que o sump tem uma deficiência grande na filtragem química, porque a água não é obrigada a passar na química, então tu tem que comprar reatores que vão obrigar a água a passar dentro dele, grosseiramente falando , é como se fosse um cano por onde a água é empurrada para dentro e passa pelas mídias, devolvendo do outro lado a água “filtrada”.


Will: Muito utilizado em aquários marinhos, por potencializar as mídias.


Rodrigo: Então, as vezes vou precisar por quantidade para garantir uma certa qualidade no sump que num canister conseguiria fazer com menos quantidade de mídia, usando mídia boa.


Will: Às vezes com menos valor.


Rodrigo: Então, para um plantado tu fazer sump, a fauna determina a filtragem tbm ,pra um plantado tu fazer sump é mais complexo , tem perda de co2 a manutenção é complicada. O sump tu usa em aquários grandes de mais de 1000 pra cima. Aquários onde tu gera muita partícula, tu usa um sump. Por exemplo, Kinguios, Ciclídeos e Jumbos, que geram muita sujeira. Um canister entupiria facilmente, nesse sentido damos preferencia pro sump. Hoje existem aquários que vem pré prontos com calha também.


Will: Como os Boyu e os RS Eletrical. As calhas não são filtros perfeitos, mas é um filtro ok para o aquário que acompanha, a água é puxada do aquário, sobe e desce por uma calha onde tem uma mangueira que solta a água puxada diretamente do aquário em cima do perlon, da mídia mecânica, do Matrix ou do Purigen. Mas ela não é muito ideal porque a queda de água dela é sempre no mesmo ponto. O que faz a mídia mecânica ser muito mais ineficaz já que tu vai entupir aquela parte da mídia e a água vai acabar perfurando e passando direto. O que vai dar mais trabalho para suas bactérias e para filtragem quimica.


Rodrigo: Então, uma boa dica pra quem compra esses pré prontos, vocês vão ter uma manutenção mais seguida do que com os outros filtros, fica sempre atento ali na espuma, no Perlon. Troca, joga fora, são coisas baratas, não tem porque reaproveitar.


Will: Tu consegue em lojas de tecido isso, 1 metro as vezes por cinco ou seis reais, e isso pra um aquário dura muito.


Rodrigo: Não faz a gambiarra de lavar o Perlon, joga fora, é que nem lavar papel higienico, não dá certo.


Will: Muito bem colocado.


Rodrigo: Até 120L usa hang on, até mil com faunas de cardume, usa canister e acima disso pesquisa o sump, ou quem tem 200L pra cima com Kinguios e Ciclidios, um sump bem construído, não é por vidro em tudo que é lado, porque quanto mais zona morta, mas amônia e nitrito vai gerar e ele vai ficar ineficiente, então, tenta desenhar bem ele, procura desenhos de boa qualidade, as vezes as grandes empresas disponibilizam os desenhos para esse tipo de sump. Para finalizar, nós vamos falar sobre outro tipo de filtro.


Will: O filtro UV.


Rodrigo: Ele mata algas, bactérias e parasitas. Só que assim, a pessoa ta com alga no aquário e nas plantas, vai adiantar eu botar o UV? Não.


Will: O filtro pega tudo que está suspenso no aquário, vai queimar o que está na água e passando no filtro, não adianta tu achar que porque tem alga nas bordas, tu vai botar um filtro UV que ele vai resolver.


Rodrigo: Exatamente, é uma lâmpada esterilizadora que fica dentro de uma cápsula onde a água passa e esteriliza. Não usa o UV para iluminar o aquário, isso vai te cegar, se tu olhar por 10 segundos, tu fica cego, ela já vem numa cápsula escura pra ti não enxergar.


Will: E luz negra não é luz UV, é diferente a ultravioleta das luzes negras.


Rodrigo: Para finalizar o assunto, tem outros dois filtros que eu quero botar aqui, não é tanto do aquarismo. É o filtro de lago e de piscina, tu vê muito lago com filtro de piscina e eu digo isso, se filtro de piscina fosse pra lago, estaria escrito “filtro de piscina e lago “, ele não estaria escrito só piscina.


Will: É uma ideia pros desenvolvedores de filtro, se botar “e lagos “ no lado da caixa vai ganhar muito dinheiro.


Rodrigo: Assim serve pro de lago, “para lagos e piscinas”, motor de motos e caminhões, mesma coisa.


(Risos)


Rodrigo: O sistema é todo diferente, num lago tu trabalha com uma filtragem mecânica e uma lâmpada UV, além da bomba para circulação e na piscina é diferente, nem vou saber falar sobre isso.


Will: Trabalha com cloro, cascalho, filtro de areia, tem retenção de partícula em cima...


Rodrigo: Quando no nome do negócio vem especificado para o que ele é, não é para outra função.


Will: Então aquele motor de Uno que eu comprei não serve pro meu caminhãozinho?


Rodrigo: Provavelmente não.


Will: Droga!


(Risos)


Rodrigo: E para não alongar mais, a gente fica por aqui, um abraço meu.


Will: O próximo podcast será sobre os tipos de filtragem, a diferença entre a mecânica, química e biológica. Vamos deixar tudo mastigadinho pra você. Então, qualquer dúvida, crítica ou sugestão mande um email para aquarismobizarro@gmail.com e estaremos respondendo as perguntas de todos e é isso ! Muito obrigado!


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